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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Colocando o papo em dia: Femicídio/ Feminicídio

       Depois de tanto tempo sem atualizar o blog, só o que há é assunto pra por em dia, certo?
    A propósito, venho notado que a violência tem tido maior incidência nesse período pré copa. Tô enganada ou vocês também? Sinceramente, tenho tido medo de por o pé na rua e até mesmo de estar dentro de casa. Não consigo mais não ter medo. Simplesmente não dá pra ignorar que todo e qualquer bandido na face desse mundo tem mais respeito e liberdade que eu.
       Pra não dizer que tô só de conversa fiada, vou mostrar uns dados simples, começando do geral e depois afunilando:

       As armas não foram legalizadas. Há campanhas de desarmamento no país, e os dados de mortes por armas de fogo nos últimos anos só estão crescendo:
"BRASÍLIA - O Mapa da Violência 2013 - Mortes Matadas por Armas de Fogo, divulgado nesta quarta-feira, 6/03/13, informa que 36.792 pessoas foram assassinadas a tiros em 2010. O número é superior aos 36.624 assassinatos anotados em 2009 e mantém o país com uma taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes, a oitava pior marca entre 100 nações com estatísticas consideradas relativamente confiáveis sobre o assunto."
       Agora, parem pra pensar que esses dados seguem de acordo com os crimes delatados, imagine os que não são. Imagine os crimes que as autoridades cometem e fica tudo em off. Imagine os crimes daquelas pessoas que não existem socialmente, como os moradores de rua que não possuem documentos que "provem sua existência". Soma com as pessoas "desaparecidas" há dias, meses e anos, que não entram nessa estatística. Soma também, com aqueles que morrem nas mãos de perversos e que são contabilizados como suicidas (lembrei do caso de um garoto que foi clara e brutalmente assassinado após sair de uma festa, e que, por ventura, era gay, e a polícia registrou o caso como suicídio). A vida não está valendo um centavo furado! Essa é a sensação que tenho. Mas, isso foi só pra contextualizar, vamos ao que interessa.

Delitômetro (Fique por dentro clicando aqui):
Números coletados do IAB - Instituto Avante Brasil (08.04.2014), com aumento frequente por minuto.


       Antes de tudo, para não variar, questionarei um pouquinho: Por que vocês acham que ali no Delitômetro tem um lugar específico para homicídios de mulheres? Uma pesquisa traz que o Brasil tem, simplesmente, três cidades brasileiras dentre as mais violentas do PLANETA, com números considerados epidêmicos pela OMS - Organização Mundial da Saúde!!! E olha que legal: uma delas vai ser cede de um dos jogos da Copa 2014 Saiba mais clicando aqui.. Esclarecendo que apesar da imagem tratar de homicídios em geral, meu foco não é eles, mas os femicídios e feminicídios. 
       Primeiramente, vamos saber o que é femicídio e/ou feminicídio:
      Antes de mais nada, há uma pequena diferença entre ambos os termos pois enquanto femicídio é a morte de indivíduos do sexo feminino, a segunda expressão diz respeito à morte de mulheres por motivação política:
"Feminicídio é algo que vai além da misoginia (ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino e às características a ele associadas), criando um clima de terror que gera a perseguição e morte da mulher a partir de agressões físicas e psicológicas dos mais variados tipos, como abuso físico e verbal, estupro, tortura, escravidão sexual, espancamentos, assédio sexual, mutilação genital e cirurgias ginecológicas desnecessárias, proibição do aborto e da contracepção, negação da alimentação. Constitui uma categoria sociológica claramente distinguível e que tem adquirido especificidade normativa a partir da Convenção de Belém do Pará, Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, adotada pela Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 09 de junho de 1994 e ratificada pelo Brasil em 27 de novembro de 1995. "
       Entre um termo ou outro, há países que incluíram o crime no código penal, como o México e a Costa Rica, por exemplo. No Brasil, ainda está prevista esta conquista, com a terminologia feminicídio. Mas, seguindo a terminologia elaborada pela Ana Carcedo, em uma pesquisa na Costa Rica,  a 
Wânia Pasinato traz três diferenças básicas quanto ao femicídio:
  • Femicídio íntimo: aqueles crimes cometidos por homens com os quais a vítima tem ou teve uma relação íntima, familiar, de convivência ou afins. Incluem os crimes cometidos por parceiros sexuais ou homens com quem tiveram outras relações interpessoais tais como maridos, companheiros, namorados, sejam em relações atuais ou passadas; 
  • Femicídio não íntimo: são aqueles cometidos por homens com os quais a vítima não tinha relações íntimas, familiares ou de convivência, mas com os quais havia uma relação de confiança, hierarquia ou amizade, tais como amigos ou colegas de trabalho, trabalhadores da saúde, empregadores. Os crimes classificados nesse grupo podem ser desagregados em dois subgrupos, segundo tenha ocorrido a prática de violência sexual ou não. 
  • Femicídios por conexão: são aqueles em que as mulheres foram assassinadas porque se encontravam na “linha de fogo” de um homem que tentava matar outra mulher, ou seja, são casos em que as mulheres adultas ou meninas tentam intervir para impedir a prática de um crime contra outra mulher e acabam morrendo. Independem do tipo de vínculo entre a vítima e o agressor, que podem inclusive ser desconhecidos. 
       Em relação às condições em que o crime foi cometido, 50% dos femicídios envolveram o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% dos óbitos. Maus tratos – incluindo agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes de maus tratos (abuso sexual, crueldade mental e tortura) – foram registrados em 3% dos óbitos. 36% ocorreram nos fins de semana e 30% ocorreram em vias públicas. A grande maioria das vítimas é de mulheres negras (60%) e de 20 e 39 anos (54%).
       Isso é femicídio, gente! Ou seja, a morte de mulher que decorre de conflito de gênero cometidos por homens. Em suma, é o crime em que a mulher é assassinada por ser mulher, por estar inserida em um contexto no qual o homem se sente dono da mulher, mantendo uma relação de poder sobre ela. Então, age baseado numa teoria machista de que a mulher tem que se submeter à todos os seus caprichos e vontades e ainda ser vítima de seus atos de violência caladas, porque, teoricamente, merecem.
       Estudos do Instituto Sangari, apresentam uma perspectiva histórica dos homicídios, revelando que entre 1980 e 2010 foram assassinadas aproximadamente 91 mil mulheres no país, passando de 1.353 para 4.297 mortes, um aumento de 217,6% nas mulheres vítimas de assassinato, sendo 43,5 mil só na última década (2000 – 2010). A taxa desses assassinatos para cada grupo de 100 mil mulheres passou de 2,3 em 1980, para 4,4 em 2010. Isso representa uma média de 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia.
       "Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". Ditado popular que caracteriza a omissão de muitos casos de violência doméstica. Tem gente que acha que, por serem parceiros, estupro não existe. Acham que violência é permitido. Afirmam que o homem tem sempre razão em tratar sua parceira de qualquer jeito. Afinal, casou porque quis, não é? Quando o caso piora a ponto de um assassinato, não demora pra vermos reportagens que trazem através de pesquisas, que há municípios que não registraram mortes de mulheres nos últimos 5 anos. É mole uma coisa dessas?
       "No caso das mulheres, os assassinos são atuais ou antigos maridos, namorados ou companheiros, inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditam ter o direito de controlar”, explica Wânia Pasinato Izumino, pesquisadora do Núcleo de Estudo da Violência da USP. Isso nos remete ao fato de que a maioria dos crimes estão caracterizados como feminicídio íntimo. Só uma observação.
       Um grande problema nisso tudo, é que mesmo após a Lei Maia da Penha, os crimes não diminuíram, e o femicídio/ feminicídio não se encontra ainda no código penal no Brasil, então os crimes cometidos por parceiros, são considerados passionais, em outras palavras, um crime motivado por intensa emoção, pela paixão. A emoção não exclui a culpabilidade do crime. O art 28, I do Código Penal é taxativo em dizer: "não exclui a punibilidade: I - a emoção e a paixão". Por outro lado, se o sentimento gerado for uma provocação injusta, pode existir situação em que esse estado de espírito gere uma atenuante. É o que ocorre no homicídio privilegiado (§ 1°, art. 121) em que quando o agente pratica o homicídio, deixando-se levar por motivos de reprovação a sua moral. No que toca a pena, esta pode variar de doze a trinta anos de reclusão, mas se pode reduzir a pena de 1/6 a 1/3, quando praticado "sob o domínio de violenta emoção". Daí, em algumas situações, a defesa tentar usar a antiquada e ultrapassada tese de se "lavar a honra com sangue...".
       Em um estudo das motivações de 23 assassinatos contra mulheres ocorridos nos cinco primeiros meses do ano 2010 e investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Paulo (DHPP), em 25% dos casos o motivo foi qualificado como torpe. São casos como negativas de fazer sexo ou de manter a relação. Em 50% das ocorrências, o motivo foi qualificado como fútil, como casos de discussões domésticas. Houve 10% de mortes por motivos passionais, ligados a ciúmes, por exemplo, e 10% relacionado ao uso ou à venda de drogas.
       Mas, nem tudo está eternamente perdido, pois o feminicídio deve figurar, automaticamente, como um dos crimes hediondos. O projeto de lei do Senado (PLS) 292/2013 altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) para estabelecer que um assassinato será considerado feminicídio de for praticado “contra mulher por razões de gênero”. A proposta estabelece que a razão de gênero será considerada quando constatadas quaisquer das seguintes circunstâncias no assassinato: violência doméstica e familiar, nos termos da legislação específica; violência sexual; mutilação ou desfiguração da vítima ou emprego de tortura ou qualquer meio cruel ou degradante. Acrescenta, então, à Lei Maria da Penha, uma completude que fará cumprir, de fato, o que é o direito da mulher. Oriunda da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra a Mulher, tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na forma do substitutivo apresentado pela relatora, a senadora Ana Rita (PT-ES), presidiu a CPI.
       O projeto acrescenta inciso ao parágrafo segundo do art. 121 do Código Penal, estipulando assim que o feminicídio será o sexto tipo de homicídio qualificado da legislação penal. A pena prevista para homicídios qualificados é de 12 a 30 anos de reclusão. A tentativa de homicídio também é crime. Além disso, a Lei 8.072/1990 estabeleceu que todo homicídio qualificado, “consumado ou tentado”, é considerado crime hediondo. E todo crime hediondo não é suscetível de anistia, graça, indulto ou fiança.
       Só que, claro, nem tudo são flores, amores e bla bla blá. Estamos falando de um projeto que está tramitando, além de estarmos no Brasil, conhecidíssimo pela sua rapidez e eficiência  no tocante ao que é, de fato, importante e urgente.
"Fico pensando na própria Maria da Penha, eletrocutada e atingida por disparos de arma de fogo. Que tipo de força física é necessária para empunhar uma arma? Não arranjemos desculpas. O que mata mulheres é a misoginia, é a objetificação dos nossos corpos, a desumanização a que somos submetidas a todo instante." 
_______________________________________
Nádia Lapa 


Referências Bibliográficas:

- Três cidades brasileiras estão entre as dez mais violentas do planeta: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/03/tres-cidades-brasileiras-estao-entre-dez-mais-violentas-do-planeta.html
- IAB - Delitômetro: http://institutoavantebrasil.com.br/
- Mapa da Violência 2013: Brasil mantém taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes: http://oglobo.globo.com/pais/mapa-da-violencia-2013-brasil-mantem-taxa-de-204-homicidios-por-100-mil-habitantes-7755783#ixzz2yGoGbX7z
- UOL Notícias: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/25/lei-maria-da-penha-nao-diminuiu-violencia-contra-mulher-no-brasil-diz-ipea.htm
- Carta Capital: http://mairakubik.cartacapital.com.br/2013/09/25/apos-lei-maria-da-penha-indice-de-assassinatos-de-mulheres-continua-alto/
- Adital - Estudo do Instituto Sangari sobre Feminicídio: http://www.adital.com.br/site/noticia_imp.asp?lang=PT&img=S&cod=68325
- Paraíba: http://www.paraiba.com.br/2014/04/01/90442-aqui-e-a-roupa-curta-la-e-o-rimel-embaixo-da-burca
- Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dez-mulheres-sao-mortas-por-dia-no-pais,575974,0.htm
- IPEA: Um estudo sobre o feminicídio: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/130925_sum_estudo_feminicidio_leilagarcia.pdf
- Misoginia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Misoginia
- Feminicídio e as mortes de mulheres no Brasil: http://www.scielo.br/pdf/cpa/n37/a08n37.pdf
- Feminicídio: http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminic%C3%ADdio#cite_ref-Pasinato_4-0
- JusBrasil: Que se entende por femicídio?: http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/92662/que-se-entende-por-femicidio
- IPS: ¿Femicidio, feminicidio? El genocidio necesita un nombre en América Latina: http://www.ips.org/blog/mdg3/2010/08/%C2%BFfemicidio-feminicidio-el-genocidio-necesita-un-nombre-en-america-latina/
- JurisWay: O Julgamento dos Crimes Passionais: http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=5238
- Diário de Pernambuco: Feminicídio poderá ser crime hediondo: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/11/19/interna_brasil,474698/feminicidio-podera-ser-crime-hediondo.shtml

sábado, 15 de junho de 2013

Fome e sede de Justiça

 


Diante de tantos problemas que têm ocorrido diariamente em relação ao governo para com a população, principalmente ao que se refere a questão da revolta dos manifestantes devido o aumento do valor das passagens de ônibus, e baseada em questões que eu levantei após umas aulas de Psicologia Social, resolvi postar a respeito da situação em que o governo têm se colocado frente as necessidades de nós cidadãos.


Os movimentos aqui no Brasil tendem a uma luta constante por melhoria na saúde, educação, saneamento básico, a proteção contra a violência doméstica, ao assédio e abuso  sexual, direitos trabalhistas com salários iguais, incluindo ainda todas as formas de discriminação e tantos outros direitos humanos nos quais todos demonstram suas inquietações pelas contradições econômicas e sociais na sociedade brasileira. As manifestações em praças públicas, mensagens via internet,  marchas e tantas outras são formas de ações desses movimentos ¹.

Partindo desse pressuposto, perceba que já houveram muitas lutas ao decorrer de todos esses anos em prol de uma sociedade melhor, embora pareça um clichê, é essa garra dos manifestantes de todas as revoluções, que permitiram que nós enquanto cidadãos, tivéssemos os direitos que temos hoje. Que permitiram que não estivéssemos sendo tratados como animais até hoje, século 21.

Ora! Nós colocamos em todas as eleições, pessoas a frente dos nossos municípios, estados e país, para que possam utilizar e governar de uma melhor forma o nosso patrimônio e lutar pelos nossos direitos, mas infelizmente, o voto que dedicamos para eles, só tem servido de arma para nós mesmos. Nos roubam e esfregam na nossa cara todos os dias naquele impostômetro ² que está localizado na fachada da Associação Comercial de São Paulo ³, valendo ressaltar que o quase 1 Trilhão de reais em impostos é uma quantia que está sendo, de fato, contabilizada, e a quantia que está nos caixa 2 - 3 -... - 10 -... - x, da conta destes políticos? E essa quantia contabilizada está voltada pra qual benefício nosso? Bolsa família e bolsa sei lá das quantas?  Escolas e professores? Hospitais e profissionais? Materiais de trabalho? Laser? Cultura? Bom.. No que eu estou percebendo das condições em que se encontram nosso país, dessa quantia, uma micro-mini parte deve está sendo utilizada pra calar a boca dos conformados, inocentes e desenformados.


O que o governo tem feito com nosso dinheiro? Me vem na memória as reportagens que saem diariamente informando que a reforma dos estádios para a Copa do Mundo em 2016, ultrapassaram do valor esperado há meses. Você acham que quem está financiando essas reformas? EU - VOCÊ - NÓS - VÓS - ELES. Agora lembra aí que tem gente que não gosta de futebol, que não vai ao estádio, que não tem dinheiro pra pagar aluguel, que não tem dinheiro pra colocar comida na mesa, até aqueles que nem sequer tem casa e compram um pãozinho numa vendinha de uma esquina pra não morrer de fome, estão todos financiando essa reforma colossal. Lembra das escolas sem professores, hospitais sem infraestrutura, profissionais e aparelhos médicos, lembra da falta de medicamentos, das ruas sem saneamento básico, das pessoas que dormem pelas calçadas do Maracanã e pelas ruas do país. Agora tirando o foco das necessidades básicas, pensa um pouco: Nós seres humanos, só temos necessidade de comida e água? Você tem fome e sede de quê? Tenta lidar com essa questão de uma forma mais subjetiva, como já dizia a música "Comida" do Titãs
⁴. Do que você precisa além de suprir necessidades básicas? Arte, laser, sexo, relações sociais, tratamentos específicos pra os distúrbios que essa rotina bruta de trabalho proporciona...? Sim? Pois é.. Todos nós precisamos. Quem é pobre e não tem condição de pagar por isso de uma forma mais direta, paga através de imposto pra conseguir esse direito. Agora você me me diz se essas pessoas realmente possuem isso?


Já não basta toda essa má distribuição de renda (e terras - se formos dar atenção aos trabalhadores sem teto ⁵ - e o povo do minha casa, minha vida ⁶ - que mora em dois cômodos com pia e sanitário enfileirados pro nada), ainda aumentam a tarifa das passagens de ônibus (que chegam a aumentar de R$ 1,50 a R$ 3,45 ⁷ ), e querer que todos fiquem calados. Imagina a realidade das pessoas que recebem um salário mínimo, que equivale a R$678,00 ⁸, e utiliza de duas conduções pra ir ao trabalho e duas pra voltar pra casa, todos os dias, durante um mês, pagando R$ 3,45 por passagem, com sua família e a si pra sustentar. Como que essa pessoa vai viver? Ai o governo, representação da "ordem e do progresso do país", libera a polícia contra as pessoas que questão protestando PACIFICAMENTE, e ainda espalha na MÍDIA MANIPULADORA, que os protestantes estavam cometendo vandalismo. Uhum... E o policial que quebrou o vidro da própria viatura ⁹  pra colocar a culpa nos protestantes está super certo, agindo de acordo com a lei! E as pessoas que estavam sendo atacadas simplesmente por passarem no local do protesto, SEM ESTAR PARTICIPANDO, PELOS PRÓPRIOS POLICIAIS ₁₀, que deveriam estar ali pra evitar que algo grava acontecesse, pra ORGANIZAR as pessoas, e não feri-las, atacá-las. É esse agora o papel da PM? Causar terror? E mesmo os os envolvidos no protesto PACÍFICO, por acaso estão fazendo o quê pra serem atacados? Até agora, as ações que estão sendo julgadas de vandalismo, só foram feitas por motivo de defesa, porque os policiais atacaram primeiro. Tornaram ilegal até vinagre, pra evitar que as pessoas se protegessem do efeito do gás lacrimogênio a que estavam sendo expostas, o que acabou por resultar na MARCHA DO VINAGRE ¹² - óbvio! Até isso virou motivo pra gerar violência! Sem contar nas prisões desnecessárias e todas as outras atitudes super legais por parte da PM - Polícia Militar.


Com toda essa manifestação última que ocorreu em SP, os esforços do governo e da polícia, só serviram pra marcar mais um fato histórico no Brasil. Uma manifestação simples, tornou-se a REVOLTA DA SALADA ¹¹ , ou do VINAGRE ¹², como assim está sendo chamada.


Deixo então, uma música, pra que você possa refletir:


Comida - Titãs

Bebida é água! 
Comida é pasto! 
Você tem sede de que? 
Você tem fome de que?... 

A gente não quer só comida 
A gente quer comida diversão e arte 
A gente não quer só comida 
A gente quer saída para qualquer parte... 

A gente não quer só comida 
A gente quer bebida diversão, balé 
A gente não quer só comida 
A gente quer a vida como a vida quer... 


sábado, 8 de dezembro de 2012

Assédio Sexual


         Escolhi esse tema porque é algo presente em qualquer lugar do mundo, ocorre desde sempre e não vai acabar de uma hora pra outra, ainda mais, sendo a sociedade como é. Além de que já presenciei alguns casos do mesmo.
        O assédio sexual ocorre quando pessoas do agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função em troca de favores sexuais. Essa atitude pode ser clara ou sutil; pode ser falada ou apenas insinuada; pode ser escrita ou explicitada em gestos; pode vir em forma de coação, quando alguém promete promoção para a mulher, desde que ela ceda; ou, ainda, em forma de chantagem, quando há uma ameaça como arma. Por outras palavras, o assédio sexual é o ato de “constranger alguém com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.
        É bem comum ocorrer assédio sexual em ambientes de trabalho e as pessoas muitas vezes não percebem, a princípio, sequer que estão sofrendo assédio. Umas cedem a violência com medo de perder seu emprego ou adquirir má “fama” entre seus colegas, em casos extremos, com medo de perder a própria vida. Outras vítimas acham que podem ser culpadas na situação, como se elas tivessem permitido ou dado a entender alguma hora que aceitariam qualquer tipo de “liberdade” da outra parte envolvida. Na maioria das vezes a mulher é vítima, mas não somente elas... Sim, os homens também sofrem assédio sexual! Os estragos são enormes em ambos!
         As consequências de um assédio sexual podem ser das mais leves as mais drásticas. Numa entrevista do Site Pe. Marcelo Rossi, a psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari, afirma que o sofrimento de um assédio sexual, pode ser equiparado ao sofrimento causado pelo estupro e pela pedofilia, e que em alguns casos é preciso fazer um trabalho em conjunto com a família da vítima, pois ela se divide entre aqueles que consideram a vítima culpada e aqueles que a consideram vítima mesmo da situação. O prazo de tratamento varia de pessoa a pessoa e a recuperação é efetiva.
        A lei brasileira tenta reprimir este tipo de abuso. "Desde maio de 2001 nossa legislação passou a tratar o assédio sexual como crime, previsto no artigo 216-A do Código Penal Brasileiro, punido com detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos". [1]. 



Como combater o assédio sexual?
♦ A primeira coisa a se fazer para combater o assédio é procurar manter um bom ambiente de trabalho, e isso passa pelo respeito à presença das mulheres. 
♦  Brincadeiras consideradas “de macho” deverão ser desencorajadas no local de trabalho, principalmente quando houver companheiras no mesmo sector. 
♦   Piadas, fotos de mulheres nuas, comentários jocosos sobre a figura feminina devem ser evitadas para que as mulheres s sintam mais confortáveis.
♦ A mulher trabalhadora deve partilhar muito rapidamente a informação com a colega, sempre que um ato de assédio for presenciado, evitando assim dar apoio ao assediador.

Como agir diante de um assédio?
♦   Dizer não ao assediador, com a maior clareza.
♦   Contar aos colegas de trabalho o que está se passando e reunir todas as provas possíveis
♦   Contar para a chefia hierarquicamente superior ao assediador, se houver.
♦   Denunciar ao Sindicato da categoria
♦   Em casos extremos, procurar uma esquadra mais perto e a apresentar queixa.


Para saber mais:




domingo, 11 de novembro de 2012

Bullying não é brincadeira!



        Estou postando a respeito do bullying porque é um assunto que tem sido frequentemente tratado  pela mídia e é algo que infelizmente eu conheço bem.
        A mídia tem divulgado inúmeros casos de pessoas que sofrem ou sofreram bullying e muita gente minimiza o fato dizendo ‘na minha época era só brincadeira de moleque e hoje o povo faz uma tempestade em copo d´água por causa disso’. Em termos técnicos o bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. Em modo tradução é: onde há alguém que faz mal a outra pessoa frequentemente pra mostrar que é valentão e a pessoa que vai sofrer com o mal praticado pelo valentão!
        Bom, foi constatado que o bullying na maioria das vezes é praticado por homens e que se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta. Isso explica o fato de haver tantos valentões e criminosos atualmente.
        Quanto ao bullying praticado em escolas há um gráfico (pesquisa do IBGE) mostrando onde os casos são mais frequentes:

1º. Brasília (Distrito Federal): 35,6% dos estudantes já sofreram bullying

2º. Belo Horizonte (Minas Gerais): 35,3%
3º. Curitiba (Paraná): 35,2%
4º. Vitória (Espírito Santo): 33,3%
5º. Porto Alegre (Rio Grande do Sul): 32,6%
6º. João Pessoa (Paraíba): 32,2%
7º. São Paulo (São Paulo): 31,6%
8º. Campo Grande (Mato Grosso do Sul): 31,4%
9º. Goiânia (Goiás): 31,2%
10º. Teresina (Piauí) e Rio Branco (Acre): 30,8%




        O bullying pode ser do tipo verbal, quando os agressores utilizam apelidos constrangedores, espalham calúnias ou fazem piadas com características físicas ou comportamentais da vítima. Pode ser também do tipo físico, quando ocorrem agressões físicas repetitivas como tapas, chutes, empurrões, etc. Neste caso, ainda que as agressões não causem lesões graves, elas têm o intuito de humilhar a vítima, fazendo com que se sinta frágil e inferior. Há ainda o bullying emocional quando, por meio de fofocas e mentiras, a vítima é colocada em situação constrangedora ou de exclusão social. Também se fala muito no cyberbullying, quando a difamação e as ofensas são praticadas por meio da internet, em sites de relacionamento, por e-mail, etc.

         "Às vezes ouvimos histórias a respeito e não nos damos conta de quão sérios são os danos desses atos". Eu sofri bullying na infância e sei como é doloroso. Um dos casos que passou na TV recentemente foi de uma menina chamada Amanda Todd e o final foi o pior... Ela cometeu suicídio com 15 anos. Uma jovem canadense que tinha 12 anos quando a fotografia de um webcam foi tirada e lançada na internet... Nunca mais sua vida foi a mesma. Antes do suicídio deixou um vídeo contando sua história:


        Não somente na escola, como frequentemente mostrado, mas há o bullying no ambiente de trabalho, vizinhança, política, militar 2000 - o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o assédio como: (“… o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos").  Finalmente sintetizo numa simples frase...



Fonte:
Bullying – Wikipédia, a enciclopédia livre
Bullying - O que é Bullying? - Brasil Escola
Bullying - Educacional
Portal Bullying
BULLYING: Quais as consequências?
Cyberbullying - Wikipédia, a enciclopédia livre
Top 10 – Bullying x Capitais Brasileiras

sábado, 6 de outubro de 2012

Diga – NÃO ao tráfico de animais silvestres!

Todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados ilegalmente de seu habitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia Federal.

O tráfico interno é praticado por caminhoneiros, motoristas de ônibus e viajantes. Já o esquema internacional, envolve grande número de pessoas.
Não compre animais silvestres.
Ter espécie nativa em cativeiro, sem comprovação da origem do animal, é crime previsto em lei.

Também não compre artesanatos feitos com partes de animais, como penas coloridas.

Seja vigilante. Se presenciar a venda na feira livre ou depósito de tráfico, avise a polícia. Informe dados precisos da ocorrência.
Denúncias ao IBAMA através da Linha Verde Tel. 0800 61 8080.